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Cirurgia Buco Maxilo Facial

Cirurgia Buco Maxilo Facial

A Cirurgia Buco-Maxilo-Facial é uma especialidade odontológica e sua área de atuação compreende os traumas e fraturas dos ossos da face, patologias e tumores dos maxilares, alterações congênitas de crescimento facial (deformidades do crânio), doenças da Articulação Têmporo Mandibular (ATM), entre outras.

A cirurgia ortognática tem como objetivo a correção de deformidades e discrepâncias das bases ósseas orofaciais (maxila e mandíbula) onde se situam as arcadas dentárias não é recomendada para tratar disfunções da ATM.

Se a deformidade ou a discrepância for decorrente de um problema na ATM, a cirurgia ortognática atuará apenas na consequência e não na causa, aumentando o risco de insucesso e sequelas, bem como a progressão do problema na ATM com diferentes níveis de variação dos sintomas.

QUEM PRECISA DE CIRURGIA PARA CORREÇÃO DOS MAXILARES?

Beneficiam-se da cirurgia para correção dos maxilares, aqueles com mordida incorreta decorrente do desalinhamento dos dentes e/ou do maxilar. Geralmente, o crescimento dos maxilares é um processo gradual; no entanto, em alguns casos, as partes de baixo e de cima dos maxilares crescem em proporções diferentes, podendo causar problemas funcionais como dificuldades para mastigar, falar, respirar e dormir. Em alguns casos, um desalinhamento severo pode afetar a aparência do paciente causando problemas psicológicos e emocionais.

Lesões ocorridas aos maxilares ou até mesmo defeitos de nascença, também podem afetar o alinhamento dos maxilares. Enquanto ortodontistas geralmente podem corrigir mordidas ou oclusões e desalinhamento de somente os dentes, a cirurgia ortognática ou para correção dos maxilares, pode ser necessária para corrigir desalinhamento de maxilares.

AVALIANDO SUA NECESSIDADE DE CIRURGIA PARA CORREÇÃO DOS MAXILARES

Seu dentista, ortodontista e Cirurgião Bucomaxilofacial trabalharão juntos para identificar se você é ou não um candidato à cirurgia para correção dos maxilares. Seu dentista manterá sua saúde bucal durante seu tratamento ortodôntico e cirúrgico. Seu ortodontista alinha seus dentes antes da cirurgia e faz ajustes finais após a cirurgia. O Cirurgião Bucomaxilofacial determina e realiza o procedimento apropriado para a cirurgia para correção dos maxilares.

Antes da cirurgia, seu Cirurgião revisará seu histórico médico e qualquer condição de saúde que deva ser considerada.

Um exame completo, o que inclui medidas da face, fotografias, raios-x, registros de mordidas e impressões dos dentes, também serão conduzidos. Esse é um excelente momento para perguntar sobre seu procedimento cirúrgico e tratamentos pré e pós-operatórios.

É importante compreender que seu tratamento, o qual provavelmente incluirá ortodontia antes e depois da cirurgia, pode levar alguns anos para se completar. Seu Cirurgião Bucomaxilofacial sabe que esse é um compromisso de longo-prazo para você e sua família. Ele tentará estimar o tempo requerido para o seu tratamento e, se necessário, recomendar consultas a outros médicos especialistas.

Cirurgia para correção dos maxilares deve reposicionar toda ou parte do maxila (maxilar superior), da mandíbula (maxilar inferior) e do queixo. Quando você estiver integramente informado sobre o seu caso e suas opções de tratamento, você e sua equipe de dentistas determinarão o curso do tratamento que seja o melhor para você.

Em alguns casos, cirurgia cosmética pode ser realizada ao mesmo tempo que a cirurgia para correção dos maxilares. Talvez você deseje discutir essas alternativas com seu Cirurgião Bucomaxilofacial.

Quando você estiver integramente informado sobre o seu caso e suas opções de tratamento, você e sua equipe de dentistas determinarão o curso do tratamento que seja o melhor para você.

QUEM PODE SE BENEFICIAR DA CIRURGIA PARA CORREÇÃO DO MAXILAR?

As seguintes condições podem indicar necessidade de cirurgia corretiva dos maxilares:

  • Dificuldade para mastigar ou morder alimentos
  • Dificuldade para engolir
  • Dores crônicas nos maxilares ou nas articulações dos maxilares (ATMs) e dores de cabeça
  • Desgastes excessivos dos dentes
  • Mordida aberta (espaços entre os dentes de cima e de baixo quando a boca está fechada)
  • Aparência desequilibrada da face vista de frente ou de lado
  • Lesões ocorridas à face ou defeitos de nascença
  • Queixo retraído
  • Maxilares salientes
  • Incapacidade para fazer os lábios se encontrarem sem precisar fazer esforço
  • Respiração crônica pela boca e boca seca
  • Apnéia do sono (problemas de respiração durante o sono, incluindo ronco)

ORTODONTIA PRÉ-OPERATÓRIA

Antes de sua cirurgia, um aparelho ortodôntico move os dentes para uma nova posição. Essa fase do tratamento deve durar de 6 a 24 meses, durante a qual você deverá usar o aparelho e visitar seu ortodontista regularmente para que ajustes sejam feitos. Pode ser necessário que 1 ou mais dentes sejam removidos, incluindo seus terceiros molares (dentes do ciso), durante essa fase inicial do tratamento.

Porque seus dentes estão sendo movidos para uma posição adequada para depois da cirurgia, você pode sentir sua mordida pior ao invés de melhor. Quando seu Cirurgião Bucomaxilofacial tiver reposicionado seus maxilares durante a cirurgia, seus dentes devem se encaixar apropriadamente.

Após a cirurgia, seu Cirurgião Bucomaxilofacial e ortodontista trabalharão juntos para ajustar os detalhes de sua mordida. Ao remover seu aparelho, pode ser necessário usar um retentor para manter sua nova mordida.

REGISTROS PRÉ-OPERATÓRIOS

Quando seu tratamento ortodôntico pré-operatório estiver chegando ao final, seu Cirurgião Bucomaxilofacial fará as preparações finais para sua cirurgia. Registros adicionais e atualizados, incluindo raios-x, fotografias e modelos de seus dentes, podem ser realizados para orientar sua cirurgia e sinalizar quando seus dentes estão em posições apropriadas para a cirurgia.

PREPARANDO-SE PARA A CIRURGIA CORRETIVA DOS MAXILARES

Dependendo do procedimento, a realização da cirurgia ortognática ou para correção dos maxilares, requer aplicação de anestesia geral em um hospital, em um centro cirúrgico ou no consultório do Cirurgião Bucomaxilofacial. Antes da cirurgia, seu histórico médico será revisado e uma avaliação física realizada. Você receberá medicações e instruções nutricionais. Além disso, talvez lhe serão pedidos alguns exames de laboratórios e que consulte um anestesista antes da cirurgia. Pergunte ao seu Cirurgião Bucomaxilofacial sobre os procedimentos cirúrgicos, a anestesia e, se alguma, as medicações que você deverá tomar no dia da cirurgia.

O PROCEDIMENTO CIRÚRGICO

A cirurgia para correção dos maxilares pode durar de 1 à diversas horas. Procedimentos envolvendo a mandíbula (maxilar inferior) requer a separação das porções traseira e frontal dos maxilares, na qual estão contidos os dentes. Isso permite que o Cirurgião reposicione a parte da sua mandídula (maxilar inferior) que traz o dente para frente ou para trás. No maxila (maxilar superior), a porção que traz o dente é separada de sua base, e então reposicionada para cima, para baixo, para frente e para trás.

Em alguns casos, o osso pode ser adicionado (enxerto), removido ou moldado, dependendo do que é apropriado para você. Em outros casos, pode ser necessário que a porção do maxilar que traz o dente, seja dividida em múltiplos pedaços proporcionando uma “mordida final” melhor.

Seu Cirurgião Bucomaxilofacial poderá usar placas cirúrgicas e parafusos para segurar seus maxilares na nova posição. Você também talvez precise de arames e elásticos para segurar um maxilar no outro por alguns dias ou algumas semanas, dependendo do que for necessário para promover sua recuperação. Seu Cirurgião talvez também posicione uma tala ou guia de plástico para ajudar manter a mordida apropriada. Incisões normalmente são feitas dentro da boca para reduzir a visibilidade da cicatriz; no entanto, alguns casos requerem pequenas incisões fora da boca. Quando isso for necessário, cuidados são tomados para minimizar as aparências.

CORRIGINDO UMA MORDIDA ABERTA

Parte do osso da porção do maxilar que traz o dente, é removida. E o maxila (maxilar superior) é seguramente colocado em posição com placas e parafusos.

CORRIGINDO A SALIÊNCIA DA MANDÍBULA (MAXILAR INFERIOR)

O osso da porção traseira da mandíbula (maxilar inferior) é separada da porção frontal e modificada de modo que a porção da mandíbula (maxilar inferior) que traz o dente possa ser movida para trás para alinhamento adequado.

CORRIGINDOA PARTE RETRAÍDA DA MANDÍBULA (MAXILAR INFERIOR) OU “QUEIXO FRACO”

O osso da porção mais baixa do maxilar é separado de sua base e modificado. A porção da mandíbula (maxilar inferior) que traz o dente e uma porção do queixo, são reposicionados para frente.

Antes da cirurgia para correção dos maxilares, aparelho ortodôntico pode ser necessário para corrigir desalinhamento de seus dentes e movimentá-los para sua nova posição. Durante a cirurgia, seu Cirurgião Bucomaxilofacial corrige o desalinhamento de seus maxilares de modo que seus dentes endireitados encaixem-se adequadamente. Após a cirurgia, seus ortodontista e Cirurgião Bucomaxilofacial trabalharão juntos para acertar os detalhes de sua mordida.

CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIO

Os pacientes geralmente são levados para um quarto de recuperação até que passem os efeitos da anestesia geral. Sua familía e amigos queridos podem receber permissão para visitá-lo no quarto de recuperação mas, você provavelmente continuará recebendo líquidos intravenosos e medicações para ajudar sua recuperação e controlar qualquer desconforto.

Dependendo de suas necessidades específicas, você poderá ir para casa no mesmo dia da cirurgia, ou ser exigido que permaneça no hospital por diversos dias. Em ambos os casos, é importante que você seja capaz de beber fluidos adequados para manter a nutrição apropriada antes que retorne à sua casa. Você receberá instruções para uma dieta modificada, o que deva incluir sólidos e líquidos, assim como uma programação para avançar para uma dieta normal.

Também lhe possa ser pedido que evite o uso de produtos com tabaco e atividades físicas vigorosas. É importante seguir essas instruções rigorosamente se você quiser se recuperar apropriadamente.
As dores logo após a cirurgia para correção dos maxilares, são facilmente controladas por medicações. Quando você estiver pronto para retornar à sua casa, você receberá prescrições para medicações contra dor.

Inchaço pós-operatório é esperado e tipicamente demora de 48 a 72 horas para melhorar. A maioria dos inchaços é resolvida de 7 a 10 dias, no entanto, parte desse inchaço permanece visível durante alguns meses. Contusão, congestão nasal e dor de garganta também são possíveis após a cirurgia, porém melhorarão com o tempo. Seu Cirurgião deve prescrever medicações e aplicações de gelo para promover a recuperação e controlar desconfortos.

DURANTE A RECUPERAÇÃO

A cirurgia para correção dos maxilares é uma cirurgia de grande porte e você deve estar consciente dos riscos.

  • Perda de sangue durante e cirurgia dos maxilares é tipicamente modesta e sangramentos que requerem transfusões são extremamente raros. Imediatamente após a cirurgia, particularmente do maxila (maxilar superior), podem ocorrer pequenos sangramentos nasais. Se o sangramento for excessivo ou prolongado, contate seu Cirurgião imediatamente.
  • Os nervos que fornecem sensações aos maxilares são expostos durante a Cirurgia Ortognática. É característico, portanto, experimentar alguma dormência temporária ou formigamento logo após a cirurgia. Isso melhora com o progresso da recuperação. Em casos bastante raros, a perda de sensações é permanente.
  • Durante a cirurgia, a posição dos maxilares e a mordida são configuradas quando o paciente está deitado e os músculos dos maxilares estão completamente relaxados sob efeito de anestesia. Quando o paciente está acordado e de pé, o movimento dos músculos dos maxilares é recuperado e a mordida torna-se subtamente diferente. Após a cirurgia, o Cirurgião Bucomaxilofacial acompanha cuidadosamente o progresso do paciente para garantir que sua mordida combine exatamente com a correção planejada. Bandas de borracha ortodônticas são frequentemente usadas durante este período para direcionar o desenvolvimento da mordida. Em raros casos, se a mordida não ocorre exatamente como o planejado, uma nova cirurgia é necessária.
  • Infecções, como um potencial risco para qualquer procedimento cirúrgico, é bastante raro e geralmente tratadas com antibióticos.
  • Lesões aos dentes, raízes, obturações, próteses dentárias (pontes) ou tecidos circundantes, podem ocorrer durante qualquer procedimento cirúrgico bucal. Isso pode exigir tratamento suplementar.
  • À medida que você se recupera e se adapta à nova posição de seus maxilares, você deve notar que os movimentos de seus maxilares estejam limitados, assim como algumas dificuldades para mastigar e falar. Esses sintomas melhorarão durante o progresso de sua recuperação. Algumas vezes, exercícios especiais para os maxilares são prescritos para ajudá-lo adaptar-se à sua nova posição de maxilares e de mordida.
  • Procedimentos, como tratamentos dentais, cirurgia ortognática ou para correção dos maxilares, que alteram a posição dos dentes, podem provocar ou resultar problemas na ATMs (Articulação dos Maxilares). Apesar da cirurgia para correção dos maxilares ser frequentemente realizada para aperfeiçoar os sintomas nas ATMs, em raros casos, ela pode agravar essa pré-existente condição.

Pacientes geralmente são capazes de voltar ao trabalho ou à escola em 1 a 3 semanas após a cirurgia, dependendo de como se sentem. Enquanto a fase inicial de recuperação é de aproximadamente 6 semanas, a recuperação completa dos maxilares leva de 9 a 12 meses. Seu Cirurgião determinará quando você estiver pronto para seu ortodontista começar a ajustar os detalhes de sua mordida. Geralmente, estes ajustes levam aproximadamente 6 meses, mas seu ortodontista determinará quando seu tratamento estiver completo.

ACOMPANHAMENTO

Quando sua cirurgia para correção dos maxilares e tratamento ortodôntico estiverem completos, seu Cirurgião Bucomaxilofacial e ortodontista irão lhe informar quando e com qual frequência eles precisarão ver você para avaliar a estabilidade de sua mordida. É importante que você continue seus habituais check-ups com seu dentista para manter sua saúde bucal.

APRECIE OS BENEFÍCIOS

A Cirurgia para correção dos maxilares movem seus dentes e maxilares para posições mais balanceadas, funcionais e saudáveis. Apesar do objetivo dessa cirurgia ser melhorar sua mordida e suas funções, alguns pacientes também experimentam melhorias em sua aparência e em sua fala. O resultado da cirurgia para correção dos maxilares pode acarretar efeitos dramáticos e positivos em diversos aspectos de sua vida. Sendo assim … faça o melhor do “novo você”!

Cirurgia Buco Maxilo Facial

Cirurgia oral menor, avulsão de dentes do siso, cistos, enxertos e cirurgia ortognática. Trata dos defeitos dos ossos da face, de origem sistêmica ou traumatológica.

Cirurgia ortognática é uma cirurgia estética?

Quando existem alterações esqueléticas mais severas entre maxila e mandíbula, só o tratamento Ortodôntico não é capaz de promover uma perfeita oclusão (encaixe dos dentes), a qual possibilitará uma boa distribuição das cargas mastigatórias, protegendo dentes e ATM (articulação têmporo-mandibular), favorecendo uma boa função mastigatória, de fonação e conseqüentemente de estética.
Portanto, o objetivo principal da cirurgia ortognática é a boa função e a proteção dos tecidos envolvidos, respeitando os princípios de harmonia facial. Como existia a discrepância óssea, a correção sempre trará um benefício estético como consequência e não como objetivo principal, que é a promoção da saúde.

Como é a cirurgia ortognática?

Em geral, exames laboratoriais preliminares são necessários para averiguar o estado de saúde geral do paciente que será submetido à internação hospitalar e anestesia geral.
Toda a cirurgia foi planejada previamente em modelos de estudo, onde guias cirúrgicas foram confeccionadas para serem instaladas no momento da cirurgia, reproduzindo com segurança os objetivos traçados pelo cirurgião em seu estudo do caso.
Toda a cirurgia é efetuada por dentro da boca, não havendo nenhuma cicatriz externa na face.

Sempre há a necessidade de utilização de aparelhos ortodônticos previamente à cirurgia?

Na maioria dos casos, os pacientes apresentam desalinhamento de dentes e/ou inclinações de dentes erradas. Como a cirurgia visa corrigir a discrepância esquelética, a correção dos dentes só é conquistada pela Ortodontia, ou seja, a cirurgia não corrige os desalinhamentos dentários, os quais até interferem no bom resultado final. O ideal é que os dentes estejam bem alinhados para favorecer o encaixe correto no momento da cirurgia.

Eu permaneço com a boca “amarrada” após a cirurgia?

Antigamente, como as técnicas e materiais eram mais simples, havia a necessidade de fixação do arco superior ao inferior por 20 a 40 dias, dependendo do caso. Atualmente, com os avanços da técnica cirúrgica e dos materiais de fixação (placas e parafusos), o paciente não fica mais com a boca amarrada. Claro que inicialmente terá que se submeter a uma dieta mais líquida e pastosa e terá dificuldade para mastigar, deveria fazer repouso, falar pouco, etc. Contudo, já é bem mais confortável do que foi no passado.

Como é o pós-operatório? Vou sentir dor?

O período de internação varia em geral de 12 a 24 horas dependendo do tipo de cirurgia. Após a alta hospitalar, o paciente vai para casa, devendo permanecer em repouso cerca de 15 dias.
O paciente vai seguir uma dieta mais fria e líquida nos primeiros dias, progredindo para dieta morna e pastosa. Deverá fazer uma boa higiene oral com escovas macias, e líquidos especiais que serão prescritos pelo cirurgião, assim como medicações que prevenirão infecções e dor.
Normalmente não ocorre dor, apenas desconforto devido ao edema (inchaço) pós operatório, o qual será maior ou menor, dependendo do tipo de cirurgia e do próprio paciente. Hematomas pós-operatórios também podem ocorrer, porém ambos após 15 dias já estão bem diminuídos, e após 30 dias bastante normalizados, retornando o paciente para suas atividades habituais. Sensação de anestesia nas regiões operadas são comuns e normalizam-se após alguns meses. Existem casos onde técnicas de laserterapia e/ou acupuntura podem acelerar o processo de normalização.

Você já parou para analisar como o mundo ao seu redor mudou e muda a cada dia? Pense em tudo que te cerca: telefone, internet, bancos, aeroportos, educação, saúde. Agora pense mais um pouco neste último item: SAÚDE! Observe quantos avanços houveram na medicina e na odontologia, lembre de quando era criança e como era difícil ir ao dentista. Observe, as coisas mudaram mesmo não é? Hoje, um dos últimos procedimentos que o dentista realiza é a extração dentária ou exodontia, ele está condicionado a “salvar o dente”! Fará uma série de procedimentos e somente se não houver mais o que fazer ele irá extrair. Mas veja bem, isso depende muito de você, então, não deixe para procurar o dentista em últimos casos.

Mas afinal, o que o dentista faz para evitar a extração de um dente?

Quando o caso for cárie (tipo de doença causada por fungo, agravada pela falta de cuidados e higiene, que destrói as camadas do dente, chegando até a raiz e causando fortes dores) o dentista vai obturar o dente. Obturação é um tipo de tratamento em que restaura cada camada danificada dos dentes. Com as ferramentas necessárias o dentista remove (limpa) as partes atingidas e preenche a cavidade com material de restauração. Em casos mais graves em que a infecção tenha destruído o dente mais profundamente, o dentista, na tentativa de salvar o dente, ainda pode tentar um tratamento de canal. Este procedimento requer a retirada da polpa, que trata-se de um tecido mole que fica no núcleo do dente, nela encontram-se nervos e os vasos sanguíneos, neste estágio o paciente sente muita dor. Mas mesmo assim, o dentista pode remover. No caso de que a cárie já tenha atingido a raiz, a única solução é a extração dentária. Um dente restaurado pode durar a vida toda, por esse motivo é que todas estas tentativas valem a pena.

Se for em caso de apinhamento, dentes inclusos e falta de espaço o dentista vai sugerir um tratamento que pode incluir cirurgia e aparelhos dentários na tentativa de empurrar os dentes para abrir estes espaços.

O apinhamento pode ter motivo genético ou desenvolvimento incorreto da arcada que causam graves problemas. Mordida incorreta pode ser consequência de fortes dores de cabeça, doenças digestivas, entre outras. O dentista irá sugerir uma série de tratamentos ortodônticos para os diferentes períodos da vida.

Extração de dentes na infância e na fase adulta, quais as diferenças?

“Extrair um dente” é uma famosa expressão que conhecemos bem cedo, já na infância temos as primeiras experiências, já que é realmente inevitável fazermos a troca da dentição, e é também a fase que aprendemos a importância dos cuidados e da higienização correta.

É igualmente na infância que sofremos os primeiros acidentes, quantos de nós quebramos dentes nessa fase. Nessa primeira etapa existe uma preocupação com a formação da arcada adulta, o que poucos sabem é que as consequências não se diferem muito das da fase adulta por que a perda de um dente irá modificar a arcada também no o paciente adulto, quando falta um dente a boca toda se movimenta para completar aquele espaço.

Outro problema que muitos conhecem logo cedo é o apinhamento dentário, quando acontece a troca da primeira dentição e os dentes de leite caem ou são extraídos, na fase muito jovem, a boca ainda não tem espaço para todos os dentes, então o tratamento ortodôntico é necessário e quanto antes tiver início menores serão os traumas.

Quando a extração dentária for inevitável, o que acontece?

A extração de um dente pode ser um processo simples, com uma anestesia local, o dentista solta o dente e o arranca, usando as ferramentas apropriadas. Em casos de apinhamento é que pode ter um procedimento cirúrgico mais complexo, que será estudado pelo dentista após os exames e radiografias necessárias.

Quando todas as tentativas e tratamentos acima não são mais possíveis e a extração for inevitável, temos outra questão séria a tratar: o espaço que sobre entre os dentes

O espaço em que o dente ocupava ficará vazio?

A perda de um dente pode ter implicações sérias que envolvem toda a boca, nosso corpo trabalha instintivamente para se adaptar a qualquer perda, assim a arcada dentária começará a se alinhar para completar o espaço que ficou vazio e isso pode decorrer uma série de outros problemas para a saúde, além de entortar os demais dentes. Para evitar isso, o dentista irá sugerir um implante que é a reposição daquela raiz e daquele dente perdido por uma prótese. Quanto antes este procedimento for realizado após a extração, mais simples e barato será.

Quais os tipos mais comuns de extração dentária?

Mais comuns são os procedimentos de extração do dente siso e dentes inclusos, seguidos pela extração dentária dos, não menos populares, dentes quebrados e danificados por cáries.

Sisos são aqueles dentes que nascem já na fase adulta e ficam posicionados bem ao fundo da arcada. O que acontece é que muitas vezes não há mais espaço na boca para estes dentes, então eles precisam ser extraídos, há casos em que eles permanecem inclusos, quer dizer que ficam retidos no interior do maxilar e não consegue erupcionar (nascer). Os motivos podem ser diversos: obstáculos mecânicos, patologias, doenças sistêmicas, infecções, má posição do dente e enfim, a falta de espaço. Considerando ainda que não somente os sisos podem ficar inclusos, qualquer outro dente também pode.

Qual a melhor idade para extrair dentes inclusos?

O melhor momento para a extração destes dentes é na fase jovem, até os 18 ou 20 anos, nesta idade o dente está completando a sua formação e o osso que envolve o dente é mais elástico no que nos adultos, o procedimento é mais simples e a recuperação é mais rápida.

Dentes inclusos podem necessitar de cirurgias mais precisas com a remoção dos obstáculos que impedem a sua saída, além de cortar os tecidos da gengiva, em alguns casos é preciso cortar o dente para extraí-lo sem prejudicar os demais.

Prejuízos que a extração dentária sem reposição pode causar à saúde:

Como pudemos ver, a perda de um dente pode interferir significativamente em toda a cavidade bucal, prejudicando não somente a estética, mas a funcionalidade da mastigação e do sistema digestivo, além disso, a disfunção mastigatória pode causar outros problemas como infecções na face e dores de cabeça.

 

Quando um dente é extraído, tanto faz se for na arcada superior ou inferior, a tendência é de que passamos a mastigar mais do lado oposto, exercendo maior pressão afim de preservar o lado da incisão, além da arcada dentária fazer a movimentação óssea para preencher o espaço que fica vazio, ainda existe maior fricção com a gengiva que tende a ficar ferida. Isso quer dizer que vai tirar tudo do lugar.

O terceiro molar é muito conhecido pelo seu alto índice de extração.
“Xíííí! Dores no siso!” Quem nunca ouviu esta desagradável expressão?

O que poucos sabem é que o Siso não é mais motivo para dores de cabeça e preocupação. Muita tecnologia já foi agregada para simplificar este procedimento, mas o mais importante é que a retirada do dente do siso evita problemas na arcada dentária, principalmente a inferior, em função da curva de erupção.

O terceiro molar, conhecido como siso ou popularmente chamado de dente do juízo, pode aparecer na adolescência ou mesmo na fase adulta, as vezes passam despercebidos, mas na maioria dos casos requerem intervenção para extração de um ou mais dentes, são aquelas cirurgias que aterrorizam os pacientes.

Por estar localizado bem ao fundo da arcada dentária, sua higienização é bem dificulta, principalmente quando está semi-erupcionado, dessa forma a probabilidade de cáries é maior. Além disso, podem surgir outros problemas, como pericoronarite, que é a inflamação da gengiva ao redor do siso, e outros mais graves, como reabsorção da raiz do segundo molar. Essa reabsorção pode levar a perda do dente, devido ao mau posicionamento, que ocorre principalmente em dentes inclusos. Em tratamentos ortodônticos é muito comum a indicação da extração do siso.

Mas afinal, todas as pessoas tem esses 4 dentes?

Não é raro não ter os dentes sisos. Em muitos casos eles nunca se formam em outros casos ficam escondidos sob a gengiva e somente podem ser identificados com uma radiografia.

E, se nascer é necessário extrair?

Nem sempre, algumas pessoas tem espaço suficiente na mandíbula para os 4 dentes “extras”, e dessa forma não causam nenhuma alteração na mordida.

E se não extrair?

Em geral, os dentes do siso costumam doer por não haver espaço para se alinhar à mandíbula. Eles também costuma empurrar os demais dentes prejudicando a mordida e a estética da boca. Mas se houver espaço suficiente para eles, nada precisa ser feito.

Como é a recuperação?

O pós-operatório depende muito de como a cirurgia foi feita, por isso é importante escolher um dentista bastante habilidoso. Neste caso as dores reduzem bastante e até mesmo a recuperação será mais rápida.

Após a cirurgia, inchaços na face e pescoço são bem comuns e são tratados com bolsas de gelo e anestésicos prescritos pelo cirurgião responsável.

Uma dieta leve e líquida também será necessária. Comidas frias e pastosas são indicadas. Além de enxagues bucais para manter a boca higienizada e auxiliar na cicatrização evitando infecções. Exercícios físicos devem ser evitados por alguns dias por risco de sangramentos.
As consultas de acompanhamento devem ser seguidas rigorosamente.

É verdade que a extração de siso causa perda de sensibilidade na língua e queixo?

Pode causar sim, por isso é importante escolher um cirurgião experiente e atualizado, pois um erro cirúrgico pode afetar os nervos por onde passam os impulsos da sensibilidade, apesar de não haver paralisia o paciente pode não recuperar mais a sensibilidade da língua e do queixo.

Cuidados no período pós-operatório garantem uma recuperação segura Primeiramente, o paciente e o cirurgião devem estar em sintonia.

O paciente deve informar ao profissional qualquer doença que tenha ou teve e se toma algum tipo de medicamento, estas informações são fundamentais para o sucesso da cirurgia.

Em seguida, o dentista deve apresentar ao paciente as diversas situações a que está sendo submetido, incluindo informações sobre a posição dos dentes e o tamanho e disposição das raízes.

A escolha da anestesia: na maioria dos casos a extração é realizada no consultório com anestesia local e sedação via oral, mas se for necessário, o paciente pode passar pelo procedimento em um hospital preparado, neste caso, a anestesia poderá ser geral ou por sedação intravenosa. É conciso combinar com o profissional responsável pelo procedimento.

Após a cirurgia, inchaços e desconfortos poderão aparecer, o que não passa de um processo normal e são facilmente tratadas com compressas geladas e medicamentos prescritos pelo cirurgião.

Os sisos podem ser extraídos antes mesmo de nascer?

Sim, eles podem ser retirados quando se quer tenha surgido sinal visível deles. O cirurgião buco-maxilo, através de radiografia panorâmica, sabe identificar quando é necessário ou hora de extrair.

É verdade que o siso já pode nascer com cáries?

Sim é verdade, as cáries podem destruir o dente antes mesmo dele nascer, isso se deve a existência de bactérias que surgem a partir de inflamações na gengiva

Se extrair um, todos deverão ser extraídos?

Não, esta avaliação é bem particular, cada caso é diferente e somente o cirurgião poderá avaliar.

Tem idade certa para o procedimento?

O ideal é que os sisos sejam retirados antes dos 30 anos. Depois dessa idade a raiz do dente está calcificando com o osso, neste caso fica mais difícil retirá-lo.

O siso é o maior dente da arcada?

Não existe um padrão para o dente siso. As características variam por pessoa, eles podem sim ter diversas raízes.

Como é o procedimento de extração do siso?

A extração é feita com cirurgia que normalmente requer apenas anestesia local. A anestesia geral somente é feita em casos bem específicos. Se o cirurgião for experiente a intervenção deve ser rápida e durar cerca de 50 minutos.

A extração dói muito?

A dor existe, mas com a anestesia o paciente não sente. Quando o efeito da anestesia passa, muitos estímulos passam pelo local da cirurgia e então a tendência é sentir forte dor, para isso, o cirurgião medica o paciente com anestésicos, assim, quando a anestesia passar o paciente já estará sob efeito dos remédios e a dor torna-se mais amena.

Todas as instruções de dieta deverão ser seguidas, tais como, evitar alimentos quentes e aumentar os nutrientes a serem consumidos. Além disso, as atividades físicas devem ser suspensas por pelo menos 1 semana.

Após a cirurgia também fica suspensa a ingestão de refrigerantes carbonados, assim como a ingestão de líquidos por meio de canudos. Bochechos vigorosos com enxaguantes bucais também podem perturbar a ferida cirúrgica

O siso e as células tronco

Dentes do siso podem conter células-tronco, aquelas com poder regenerativo. Com auxilio de laboratórios podem vir a ser úteis no tratamento de futuras doenças.

Se o paciente tem interesse em guardar as possíveis celulares tronco do dente, ele tem a possibilidade de contatar clinicas especializadas, mas isso deve ser feito antes da extração, este material biológico é muito delicado e requer um tratamento bem especial e acompanhamento na hora da extração.

Depois da coleta, o laboratório vai avaliar se os sisos contêm as células-tronco úteis e se então criopreservá-las. Às vezes, o dente não vai apresentar essas células, ou apresentará uma quantidade inviável. Além disso, as pesquisas ainda não são suficientes para afirmar que essas células poderão curar doenças no futuro.

Tumores na boca, são anomalias faciais como maxilar ou mandíbula muito grande, pequena ou desviada para os lados (assimetrias). Além disso, é ele quem cuida dos enxertos para reposição de osso perdido ou atrofiado na boca (maxilar e mandíbula), podendo também realizar implantes dentários.

Está apto a tratar de casos mais complexos de reconstrução facial. Dores faciais (na ATM) e problemas de apneia do sono também estão dentro da área de atuação do Cirurgião Buco-Maxilo-Facial.

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